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6 fortes e fortalezas de Santa Catarina que guardam histórias

Com o objetivo de proteger territórios de invasões estrangeiras, garantir a posse das terras e assegurar o domínio português frente à disputa com a Espanha, o litoral catarinense viu surgir, no século 18, grandes estruturas com baterias de artilharia voltadas ao mar. Eram (e algumas ainda são) as fortalezas de Santa Catarina.

Em mais de 500 quilômetros de extensão, de Norte a Sul, o litoral catarinense chegou a ter mais de 20 fortificações, de grande e pequeno porte. Florianópolis, que na época ainda não era capital do Estado, teve um dos mais expressivos sistemas defensivos do Brasil.

Três das fortalezas da Grande Florianópolis, que no século 18 formavam o chamado “Triângulo de Fogo”, existem até hoje, são geridas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e abertas à visitação. Duas dessas fortalezas de Santa Catarina estão, inclusive, em uma lista indicativa para se tornarem Patrimônio Mundial: a de Santa Cruz de Anhatomirim e a de Santo Antônio de Ratones.

Infelizmente grande parte dos fortes (estruturas menores) e fortalezas de Santa Catarina se tornaram ruínas com o tempo. De algumas restaram apenas alguns canhões, como os que hoje estão na Praça Esteves Júnior, no Centro da cidade, onde um dia foi o Forte de São Francisco Xavier. Aliás, ao longo de toda a famosa Avenida Beira-Mar Norte, onde hoje as pessoas caminham e correm, existiam vários outros fortes, todos desaparecidos.

Para quem quer mergulhar na história, por dentro de grandes estruturas de pedra, em paisagens deslumbrantes (a maioria em frente ao mar), conheça seis fortes e fortalezas de Santa Catarina que são abertas à visitação.

Fortalezas de Santa Catarina: Grande Florianópolis

Santa Cruz de Anhatomirim

Fortaleza de Santa Cruz (Anhatomirim) não impediu a invasão dos estrangeiros pela região Norte da ilhaFoto: Carlos Damião

Instalada na Ilha de Anhatomirim, que hoje faz parte de Governador Celso Ramos, essa foi a principal fortaleza do sistema defensivo de Florianópolis no século 18. Junto de outras duas fortificações (Santo Antônio de Ratones e São José de Ponta Grossa), ela formava o chamado “Triângulo de Fogo”, projetado pelo governo português para proteger a Barra Norte de Floripa contra investidas estrangeiras, como as espanholas.

É a maior e a mais visitada das fortalezas da capital de Santa Catarina, onde se chega apenas de barco. A fortificação também servia como registro e controle sanitário de navios que chegavam de regiões com epidemias, que precisavam ficar em quarentena em uma das fortalezas do “triângulo”.  Em 1894, durante a Revolução Federalista, a Fortaleza de Anhatomirim serviu de presídio e base de execuções ilegais de revoltosos. Foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938 e desativada após a Segunda Guerra Mundial.

Além de sua arquitetura com traços renascentistas, arcadas monumentais e um portal com influência de estilo oriental, a paisagem panorâmica do entorno é um grande atrativo. Nos próximos anos, a fortaleza irá passar por uma grande obra de requalificação que incluirá novos espaços expositivos, atrações turísticas, soluções de acessibilidade e até um aquário virtual e interativo.

Funcionamento: terça-feira a domingo, das 8h30 às 18h30.

Ingresso: R$ 16 (inteira), R$ 8 (meia-entrada), em dinheiro ou via pix. Entre março e novembro, a visitação é gratuita no último domingo de cada mês.

Chegar: o acesso à Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim é via mar. Confira opções de empresas que fazem o traslado, pago à parte.

São José da Ponta Grossa

Fortaleza de São José da Ponta Grossa, no Norte da Ilha de Santa CatarinaFoto: Reprodução/UFSC/NDFortaleza de São José da Ponta Grossa, no Norte da Ilha de Santa CatarinaFoto: Reprodução/UFSC/ND

Na tranquila Praia do Forte, no Norte de Florianópolis, o enorme conjunto de muralhas com canhões apontados para o mar são um dos atrativos turísticos do local. A fortaleza, instalada no alto do morro da Ponta Grossa (daí o nome), era outra das fortificações do “Triângulo de Fogo”, construída em 1740.

Em fevereiro de 1777, uma invasão espanhola composta por 117 embarcações e uma tropa de mais de 10 mil homens chega à Barra Norte de Florianópolis e toma de assalto a Fortaleza de Ponta Grossa. Sem haver combate, os espanhóis venceram a disputa e permaneceram em Floripa por um ano e meio, até que ela fosse devolvida ao governo português pelo Tratado de Santo Ildefonso.

Na antiga Casa do Comandante, o mais imponente prédio da fortaleza, painéis expositivos contam a história das fortalezas catarinenses e do sistema defensivo. Também é possível conhecer alguns artefatos usados pelos militares na época e que foram encontrados em escavações arqueológicas. Cachimbos, garrafas de bebida, porcelanas, entre outros, ajudam a reconstituir o modo de vida daquela época.

Ainda é possível visitar a Capela e o Quartel da Tropa, onde artesãs da comunidade expõem suas tradicionais e açorianas rendas de bilro. Tombada como Patrimônio Histórico em 1938, esta é a única fortaleza de Floripa que pode ser acessada por terra, via Jurerê Internacional.

Funcionamento: terça-feira a domingo, das 8h30 às 18h30.

Ingresso: R$ 16 (inteira), R$ 8 (meia-entrada), em dinheiro ou via pix. Entre março e novembro, a visitação é gratuita no último domingo de cada mês.

Fortaleza de Santo Antônio de Ratones – Foto: Divulgação/ND MaisFortaleza de Santo Antônio de Ratones – Foto: Divulgação/ND Mais

A terceira das fortalezas de Santa Catarina que compunha o sistema defensivo da Barra Norte de Florianópolis, a fortificação está instalada, desde 1740, na ilha de Ratones Grande, com vista para a Praia do Pontal e a da Daniela. Essa foi uma das fortificações que mais serviu como local de quarentena de militares contaminados com doenças contagiosas, a fim de isolá-los e proteger a população da cidade.

Tanto a estrutura quanto a própria ilha são tombadas como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1938. A maioria dos edifícios da fortaleza está em um mesmo terreno e voltados para o mar. Tanto eles quanto as muralhas foram construídos com alvenaria de pedras, encontradas na própria ilha, e rebocadas com cal produzida de conchas e areia.

No local ainda restam quatro canhões dos 14 que no século 18 formavam a bateria de artilharia da fortaleza. A fortaleza também dispõe de painéis expositivos que explicam sobre  o sistema defensivo da ilha e o contexto histórico-político do período em que as fortalezas foram construídas.

Funcionamento: terça-feira a domingo, das 8h30 às 18h30.

Ingresso: R$ 16 (inteira), R$ 8 (meia-entrada), em dinheiro ou via pix. Entre março e novembro, a visitação é gratuita no último domingo de cada mês.

Chegar: o acesso à Fortaleza de Santo Antônio de Ratones é via mar. Confira opções de empresas que fazem o traslado, pago à parte.

Acessibilidade: a fortaleza conta com equipes de acessibilidade para pessoas cadeiras ou com mobilidade reduzida.

Forte Santana do Estreito e Ponte Hercílio LuzFoto: Acervo/Carlos DamiãoForte Santana do Estreito e Ponte Hercílio LuzFoto: Acervo/Carlos Damião

Bem ao lado da icônica Ponte Hercílio Luz, que ainda não existia na época, o forte ainda conserva alguns dos canhões que em 1761 tinham a função de defender a então Vila de Nossa Senhora do Desterro (atual Floripa) de embarcações estrangeiras que eventualmente tivessem conseguido passar pelas três fortalezas do “triângulo de fogo” sem serem contidas.

Com localização estratégica, de frente para um canal estreito entre as duas Barras (Norte e Sul) que oferecia melhor alcance de atingir embarcações, o Forte Santana também está próximo do Centro da cidade, onde na época já havia um núcleo urbano, que precisava ser protegido.

A estrutura abriga, desde a década de 1970, o Museu de Armas da Polícia Militar de Santa Catarina, fechado temporariamente para reforma (novembro de 2025). O pátio do antigo forte, entretanto, é aberto à visitação. Ali ficam alguns dos antigos canhões, além de oferecer uma vista privilegiada para o pôr do sol e para a Hercílio Luz.

Funcionamento: todos os dias da semana, 24h.

Endereço: Avenida Osvaldo Rodrigues Cabral, 525 – Centro.

Forte de Santa Bárbara da Vila

Quando foi construído no século 18 (lá por 1774), o forte ficava sobre uma pequena ilha em frente à antiga Praia da Vila, na Barra Sul de Floripa, e tinha como objetivo proteger a região do desembarque e ataque de navios estrangeiros. Em 1970 uma série de obras de aterro realizadas na capital uniram a ilha à praia e o então forte ficou cercado por diferentes e movimentadas avenidas.

O que no passado foi um conjunto de edifícios em alvenaria de pedra e cal acabou sendo completamente desconfigurado ao longo dos anos. Em 1871 o Quartel de Tropa já havia sido demolido e dado lugar a um galpão que recepcionava os colonos. Em 1893 foi sede do Governo do Estado.

Tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1984, passou a abrigar, em 2016, o Centro Cultural da Marinha em Santa Catarina e o Museu Naval. No pátio do empreendimento ainda há um canhão, resquício do antigo forte. Por dentro, o museu possui uma coleção de cerca de 800 peças, considerada uma das principais do período imperial brasileiro, fora do eixo Rio-São Paulo.

O acervo inclui vários artigos históricos, como instrumentos de navegação, indumentárias, armamentos, brasões imperiais, quadros e objetos relacionados à Família Real, à Guerra do Paraguai e a guerras mundiais. O museu também possui importantes documentos, como um exemplar do jornal Diário Popular, de 14 de maio de 1888, que trouxe na capa a íntegra da publicação da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil.

Funcionamento: terça-feira a sábado, das 10h às 16h30.

Ingresso: gratuito, mediante agendamento pelo e-mail ccmsc.marinha@gmail.com

Endereço: Rua Antônio Luz, 260 – Centro.

Fortalezas de Santa Catarina: São Francisco do Sul

Forte Marechal Luz

Unidade militar centenária recebe visitantes e mantém elementos originaisFoto: Divulgação/Forte Marechal Luz/ND MaisUnidade militar centenária recebe visitantes e mantém elementos originaisFoto: Divulgação/Forte Marechal Luz/ND Mais

Estrategicamente construído sobre o Morro João Dias, o Forte Marechal Luz foi inaugurado em 1915 e construído no mesmo local da primeira bateria de artilharia instalada pelos portugueses no século 18. O objetivo? Proteger o acesso à São Francisco do Sul pela Baía da Babitonga e eliminar uma lacuna de defesa entre o Paraná e Santa Catarina.

No período em que foi construído, a cidade ganhava importância devido ao seu porto, por onde eram exportadas madeira e erva-mate, e à sua interligação com a estrada de ferro São Paulo – Rio Grande.

A artilharia do forte foi desativada na década de 1970. O único vestígio da primeira instalação, do século 18, é a capela dedicada a Santa Bárbara. De sua história mais recente há um acervo de peças e imagens expostos em um de seus prédios. No pátio externo quatro canhões compõem o acervo e a paisagem do local, que tem também como atrativo a vista panorâmica para a preservada Praia do Forte, bem ao lado.

Funcionamento: todos os dias, das 8h30 às 11h30 e das 13h às 17h.

Ingresso:  R$ 5. Crianças menores de 12 anos e pessoas acima de 60 anos não pagam. O pagamento deve ser feito em dinheiro ou pix. Não são aceitos cartões de crédito.

Endereço: Rua Antônio Luz, 260 – Centro.

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