A virada do ano no calendário gregoriano, adotado no Brasil e nos outros países do Ocidente, tornou-se tradição com diversos fogos de artifício e contagens regressivas na noite de 31 de dezembro. No entanto, o evento não é universal.
Em diferentes países e culturas, o Ano-Novo é celebrado em outros momentos, guiado por calendários lunares, solares ou religiosos, além de tradições agrícolas e simbólicas. Essas datas refletem visões distintas sobre tempo, espiritualidade e renovação. Conheça seis lugares onde o Ano-Novo não começa em 1º de janeiro.
6 lugares onde o Ano-Novo não começa em 1º de janeiro
China
Ano-Novo ChinêsFoto: Reprodução/ND MaisNa China, o Ano-Novo segue o calendário lunar e, por isso, não tem data fixa. A celebração ocorre na primeira lua nova entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro. Trata-se da festividade mais importante do país, também adotada em outras regiões da Ásia.
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O período marca simbolicamente o início da primavera e da renovação da vida. As comemorações incluem reuniões familiares, distribuição de envelopes vermelhos com dinheiro, preparo de pratos tradicionais e apresentações públicas com lanternas e danças do dragão. Cada ano é associado a um animal do zodíaco chinês.
Em 2026, o Ano Novo Chinês vai começar no dia 17 de fevereiro vai até 5 de fevereiro de 2027. O animal que vai reger o ano será o Cavalo de Fogo.
Bali
Ano-Novo em BaliFoto: Reprodução/ND MaisNa ilha de Bali, na Indonésia, o Ano-Novo é chamado de Nyepi e marca o início do calendário Saka, de base lunar. A data costuma cair em março e é conhecida como o Dia do Silêncio.
Ao contrário de festas ruidosas, o Nyepi é marcado pelo recolhimento. Aeroportos fecham, ruas ficam vazias e atividades são suspensas, com exceção de serviços essenciais. O objetivo é promover introspecção, meditação e equilíbrio espiritual. Na véspera, grandes rituais com fogo e desfiles simbolizam a expulsão de energias negativas.
Irã
Ano-Novo no IrãFoto: Reprodução/ND MaisNo Irã, o Ano-Novo recebe o nome de Noruz e é celebrado no equinócio da primavera, geralmente em 20 ou 21 de março. A data tem origem milenar e está ligada a tradições persas anteriores ao islamismo.
O Noruz simboliza renascimento e crescimento. As famílias preparam mesas decoradas com objetos simbólicos, como ovos pintados e grãos germinados. A celebração se estende por vários dias e envolve visitas, refeições coletivas e rituais que representam prosperidade e saúde.
Israel
Ano-Novo em IsraelFoto: Reprodução/ND MaisO Rosh Hashaná é o Ano-Novo judaico e ocorre no primeiro dia do mês de Tishrei, geralmente entre setembro e outubro. O calendário judaico é lunissolar e segue uma contagem própria, atualmente acima do ano 5700.
A data tem caráter religioso e reflexivo. É um período de introspecção, marcado por orações e pelo toque do shofar, instrumento de sopro tradicional. Nas refeições, alimentos como maçã com mel simbolizam o desejo de um ano doce e positivo.
Sri Lanka
Ano-Novo no Sri LankaFoto: Reprodução/ND MaisNo Sri Lanka, o Ano-Novo cingalês, conhecido como Aluth Avurudda, ocorre em abril e marca o fim da estação de colheita. Diferentemente de outras culturas, o foco não está no começo de um ciclo agrícola, mas no encerramento de outro.
A celebração valoriza a convivência comunitária. Casas são abertas para visitas, inclusive de desconhecidos, e pratos típicos são preparados para compartilhar. O período é associado à harmonia social e à renovação dos laços familiares.
Índia
Ano-Novo na ÍndiaFoto: Reprodução/ND MaisNa Índia, o Diwali marca o início do novo ano para muitas comunidades, especialmente no norte do país. Celebrado entre o fim de outubro e o início de novembro, o festival tem origem hindu e dura vários dias.
Conhecido como festival das luzes, o Diwali simboliza a vitória do bem sobre o mal. Ruas e casas são iluminadas, famílias trocam doces e usam roupas novas. Apesar de seu caráter religioso, a data também tem forte dimensão social e econômica.