Perto de completar um ano à frente do Comando-Geral da PMSC, coronel Emerson Fernandes conseguiu um feito que, num passado recente, parecia impossível: acalmar os ânimos da tropa após a gestão conturbada do coronel Aurélio Pelozato, que deixou o comando da corporação sob atrito.
Uma das missões dadas a coronel Emerson pelo governador Jorginho Mello (PL) foi justamente aparar as arestas na gestão interna. Isso foi feito com gestos simbólicos para a tropa, como a implementação do fardamento de verão, a flexibilização do estilo de cabelo para as policiais femininas e a troca das molas das pistolas – medida que traz mais conforto e ergonomia para os policiais.
Outra medida de boa repercussão interna foi a transformação de peças do fardamento em EPIs, o que permitiu a aquisição pelo Estado. A mudança foi autorizada pelo governador a pedido do comandante.
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O Comando-Geral também mostra-se está empenhado em resolver situações mais espinhosas, como o plano de carreira. Segundo apurado internamente pela coluna, o assunto está sendo estudado de forma estratégica para que contemple todas as patentes.
Mas o sinal mais significativo para a tropa foi no bolso: a PM teve o maior reajuste concedido entre as carreiras do Estado. A segunda parcela cai na conta agora em dezembro.
Os movimentos do coronel Emerson Fernandes consolidam a imagem de uma gestão que dialoga e tem afinidade com a tropa – e garantiram a Jorginho uma inédita tranquilidade com a PM às vésperas do ano eleitoral, algo que ele não havia experimentado no início do governo.