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Mulher de 54 anos que pensava ter sinusite é diagnosticada com um câncer raro

Angela Read recebeu diagnóstico de câncer raro após confundir sintomas com sinusiteFoto: Reprodução/ND Mais

Nariz entupido e perda parcial do olfato são sintomas comuns de um resfriado ou uma crise de sinusite. Foi isso o que pensou Angela Read, de 54 anos, moradora de Phoenix, no estado do Arizona, nos Estados Unidos, antes de descobrir um câncer raro.

Em 2020, no auge da pandemia de covid-19, Angela começou a perceber que algo não estava bem. O nariz trancado não sarava apesar das lavagens e tratamentos caseiros que ela já estava acostumada a fazer.

“Eu sempre tive problemas ocasionais de sinusite e sabia como lidar com isso sozinha”, contou. A diferença, dessa vez, era a insistência dos sintomas.

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Com o passar das semanas, Angela notou outro sinal: não conseguia sentir o gosto do enxaguante bucal. A perda do paladar e do olfato havia se tornado um dos sintomas mais conhecidos da covid-19, o que reforçou sua convicção de que se tratava de algo temporário.

No entanto, os meses foram passando e nada dos sintomas melhorarem. A pandemia dificultava o acesso a consultas presenciais e muitas pessoas evitavam procurar médicos por receio de contaminação. Angela seguiu tentando conviver com o problema até que um comentário da mãe mudou sua opinião.

Ela sugeriu que a filha poderia estar com um pólipo nasal, que são pequenos cistos formados por tecido inflamado que se surgem na mucosa do nariz, e recomendou que a filha procrurasse um especialista.

O diagnóstico que mudou tudo

Angela conseguiu agendar uma consulta presencial com um médico em Scottsdale, no Arizona. Ao relatar os sintomas, o profissional realizou um exame com endoscópio nasal e, de imediato, demonstrou surpresa.

Diagnóstico de câncer raro chegou na semana entre o Natal e Ano-NovoDiagnóstico de câncer raro chegou na semana entre o Natal e Ano-NovoFoto: Reprodução/ND Mais

“O primeiro comentário dele foi: ‘O que isso está fazendo aí dentro?’”, relembra.

No próprio consultório, o médico solicitou uma tomografia computadorizada. A imagem revelou uma massa no interior da cavidade nasal. Segundo ele, pólipos geralmente não crescem daquela forma. Sem demora, decidiu realizar uma biópsia no local e enviou o material para análise em um laboratório da região.

O resultado chegou poucos dias depois, na semana entre o Natal e o Ano-Novo e Angela recebeu a notícia por telefone: aos 50 anos, foi informada que tinha um tumor maligno. O diagnóstico era de neuroblastoma olfatório, um câncer raro que se desenvolve na região superior da cavidade nasal, próxima ao nervo responsável pelo olfato.

“Eu sempre fui saudável. Nunca imaginei que seria a pessoa a receber esse tipo de notícia”, afirmou.

O próprio médico reconheceu que não era especialista no tratamento daquele tipo de câncer e recomendou que ela buscasse um centro médico de referência.

Neuroblastoma olfatório, um câncer raro e pouco conhecido

O neuroblastoma olfatório é considerado extremamente raro. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, ele representa cerca de 3% dos tumores da cavidade nasal e atinge, em média, uma em cada 2,5 milhões de pessoas por ano.

No Brasil, os tumores malignos nasossinusais (incluindo o neuroblastoma olfatório) representam cerca de 3% dos cânceres de cabeça e pescoço. Para o triênio 2023-2025, o INCA (Instituto Nacioanal de Câncer) prevê cerca de 40 mil novos casos de câncer de cavidade oral anualmente, mas os tumores de cavidade nasal são significativamente mais raros.

Neuroblastoma olfatório é um câncer raroNeuroblastoma olfatório é um câncer raro Foto: Reprodução/ND Mais

Os sintomas iniciais do neuroblastoma olfatório costumam ser discretos e facilmente confundidos com problemas comuns, como sinusite, rinite alérgica ou infecções virais. À medida que cresce, o tumor pode comprometer o olfato e, em casos mais avançados, se espalhar para outras regiões, como garganta, pulmões e ossos.

Angela teve sorte. Diferente da maioria dos pacientes, que leva até dois anos para obter um diagnóstico, o câncer foi identificado antes de se espalhar para outras partes do corpo.

Tratamento e sequelas

Angela realizou tratamento no Johns Hopkins Hospital, um dos centros médicos mais renomados dos Estados Unidos. Logo no primeiro encontro com a equipe médica, veio a confirmação de que o tratamento seria agressivo e exigiria cirurgia e radioterapia.

As cirurgias foram marcadas para fevereiro de 2021. A primeira tinha como objetivo remover a base do tumor. A segunda, realizada uma semana depois, concentrou-se na dura-máter, a membrana que reveste o cérebro e a medula espinhal.

“Foram dias muito longos na sala de cirurgia. O primeiro durou cerca de 16 horas. O segundo, entre 16 e 18 horas”, contou.

Mulher precisou passar por duas cirurgias para retirar câncer raroMulher precisou passar por duas cirurgias para retirar câncer raroFoto: Reprodução/ND Mais

Após as cirurgias e sessões de radioterapia, Angela recebeu a notícia de que estava livre do câncer. Mesmo assim, o acompanhamento médico continua rigoroso. Ela retorna regularmente ao Johns Hopkins para exames e consultas de rotina.

Apesar da remissão da doença, as consequências do tratamento são permanentes. A radioterapia comprometeu os canais lacrimais, exigindo uma cirurgia corretiva. O septo nasal colapsou, o que deixou o nariz com aparência afundada e demandará nova intervenção cirúrgica.

Angela também perdeu completamente o olfato. Ela não sente o próprio perfume, não percebe o cheiro de comida queimando e precisou adaptar a casa para reduzir riscos, como instalar detectores de fumaça mais sensíveis.

Além disso, um linfonodo do pescoço é monitorado regularmente por meio de biópsias.

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