O verão de 2026 deve fugir do padrão em várias partes do Brasil. A previsão divulgada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) aponta chuvas acima da média em regiões tradicionalmente mais secas nesta época e, ao mesmo tempo, períodos de estiagem mais intensa em áreas que costumam registrar altos volumes de precipitação.
O cenário pode impactar desde viagens de férias até o planejamento de quem vive do campo. Oficialmente, o verão no Brasil começa hoje, domingo, dia 21, às 12h03 (horário de Brasília), e segue até as 11h45 de 21 de março de 2026.
Logo de cara, o alerta é claro: Norte e Sul devem enfrentar um verão mais chuvoso, enquanto grande parte do Nordeste, Sudeste e trechos do Centro-Oeste tendem a registrar volumes abaixo da média histórica.
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Mesmo com o início do verão, uma nova frente fria deve avançar, neste domingo (21), sobre a região Sul do país e provocar chuva intensa, rajadas de vento e risco de temporais em pelo menos três estados do país: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Norte com mais chuva e calor acima do normal
Conforme a previsão do tempo do Inmet, na Região Norte, a expectativa é de precipitações acima da média na maior parte dos estados. O alerta vale especialmente para áreas do Amazonas, Acre, Rondônia e centro-sul do Pará. A exceção fica por conta do sudeste do Pará e do Tocantins, onde a chuva pode ficar abaixo do esperado.
Além da água, o calor também deve chamar atenção. Segundo o Inmet, as temperaturas médias do ar devem ficar acima da climatologia, com desvios que podem chegar a 0,5°C ou mais em estados como Tocantins.
Regiões do Sul e do Norte devem enfrentar volumes de chuva acima da média histórica no verãoFoto: Fernando Frazão/Agência Brasil/NDJá no Amapá, Roraima e no norte do Pará, os termômetros devem oscilar perto da média histórica.
Sul pode enfrentar volumes expressivos de chuva
No Sul do país, o verão promete ser mais úmido do que o normal. A previsão indica chuvas acima da média em todos os estados da região. Os maiores acumulados devem ocorrer no sudeste e sudoeste do Rio Grande do Sul, onde os volumes podem chegar a até 50 mm acima da média histórica do trimestre.
As temperaturas também devem subir. O oeste gaúcho pode registrar marcas até 1°C acima da climatologia, reforçando a combinação de calor e umidade elevada.
Além da chuva irregular, o calor acima da média deve marcar o verão de 2026Foto: Flávio Tin/Arquivo/ND MaisNordeste com risco de estiagem em várias áreas
O cenário muda bastante no Nordeste. A maior parte da região deve ter chuvas abaixo da média climatológica, principalmente na Bahia, no centro-sul do Piauí e em grandes áreas de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Em alguns pontos, o déficit pode chegar a 100 mm abaixo da média do trimestre.
Por outro lado, nem todo o Nordeste deve sofrer com a seca. O centro-norte do Maranhão, o norte do Piauí e o noroeste do Ceará têm previsão de volumes próximos ou até acima da média histórica.
No Nordeste, a tendência é de um verão mais seco em boa parte dos estadosFoto: Canva/ND MaisCentro-Oeste com chuva irregular e calor persistente
Na Região Centro-Oeste, a irregularidade deve marcar o verão. Apenas o setor oeste do Mato Grosso deve registrar chuvas acima da média. Em Goiás, a tendência é oposta, com volumes abaixo do padrão climatológico.
Para o restante da região, a previsão aponta chuvas dentro da média, mas com temperaturas elevadas. O Inmet destaca que os termômetros podem ficar até 1°C acima da climatologia na faixa central do Centro-Oeste.
Sudeste deve ter verão mais seco que o normal
No Sudeste, o alerta é para menos chuva. A previsão indica volumes até 100 mm abaixo da média histórica do trimestre. Minas Gerais deve ser um dos estados mais afetados, especialmente no centro do estado, Zona da Mata, Vale do Rio Doce e Região Metropolitana de Belo Horizonte.
As temperaturas também tendem a ficar acima da média, com desvios de até 1°C, aumentando a sensação de calor e abafamento.
O que esperar do verão de 2026
O verão segue oficialmente até o dia 20 de março de 2026. Além das altas temperaturas, o período costuma trazer mudanças rápidas no tempo, com possibilidade de chuvas intensas, granizo, ventos de moderados a fortes e descargas elétricas.
Segundo o Inmet, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, as chuvas são influenciadas principalmente pela ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul). Já no norte das regiões Norte e Nordeste, o principal sistema é a ZCIT (Zona de Convergência Intertropical).
O verão segue até 20 de março de 2026, com dias mais longos e noites mais curtasFoto: Canva/ND MaisEm média, os maiores volumes de precipitação devem se concentrar nas regiões Norte e Centro-Oeste, com acumulados entre 700 e 1100 milímetros. São áreas extensas do país, onde estão biomas como a Amazônia e o Pantanal, que vivem seu período mais chuvoso durante o verão.