-
1 de 10
– Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/ND Mais
-
2 de 10
– Kayo Magalhaes/ND
-
3 de 10
– Kayo Magalhaes/ND Mais
-
4 de 10
– S (37)
-
5 de 10
– Agência Câmara de Notícias/ND Mais
-
6 de 10
– Reprodução/Câmara dos Deputados/ND
-
7 de 10
– Nikolas Ferreira/@nikolas_dm/X
-
8 de 10
– Alan Santos / AI Filipe Barros
-
9 de 10
– Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/ND Mais
-
10 de 10
– Kayo Magalhaes/ND
Nos últimos anos, o futuro da direita no Brasil tem sido moldado por um processo de renovação que não vem de agora e nem é passageiro, segundo apontam especialistas ouvidos pelo ND Mais. Uma nova geração de parlamentares, muitos deles abaixo dos 40 anos, domina a lógica das redes sociais, ampliou sua capilaridade nacional e já influencia diretamente o debate público. Segundo Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos, “essa bancada jovem não é um fenômeno episódico. Eles dialogam com milhões de brasileiros, sabem usar as redes sociais e explicam de forma rápida e didática temas complexos. Isso os coloca como protagonistas das grandes agendas futuras”.
O avanço desse grupo também é explicado por transformações sociais profundas. Adriano Cerqueira, professor do Ibmec de Belo Horizonte, destaca que o crescimento da direita “vem de uma capacidade orgânica de expansão em todas as regiões e classes sociais”, impulsionada por fatores como envelhecimento da população, mudança no perfil religioso e valores ligados ao conservadorismo e ao empreendedorismo individual. Para ele, “as próximas décadas tendem a consolidar ainda mais esse movimento conservador e competitivo”, enquanto a esquerda enfrenta um processo de envelhecimento e menor renovação. É nesse cenário que desponta uma geração preparada para disputar espaço em 2026 e 2030, com chances cada vez maiores de influenciar de forma decisiva o futuro da direita no Brasil.
Futuro da direita: jovens para ficar de olho
Marcel van Hattem (NOVO – RS)
Marcel van Hattem (Novo-RS)Foto: Marina Ramos/Câmara/NDUm dos nomes mais consistentes da direita liberal, Marcel van Hattem consolidou projeção nacional desde 2018 com forte atuação em debates econômicos e defesa de pautas fiscais. Conhecido pela oratória técnica e pela postura combativa, é reconhecido por Juan Carlos como alguém que “não tem medo de falar a verdade, não importa o governo”. Com base sólida no Rio Grande do Sul, domina pautas de liberdade individual e boa governança, ampliando alcance por meio de vídeos analíticos e presença constante em debates ao vivo.
Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir
Empenhado em disputar o Senado em 2026, Marcel simboliza a maturidade da ‘geração 40-‘, apontada por analistas como central para o futuro da direita no Brasil. Sua presença em comissões estratégicas e sua capacidade de articulação o colocam como liderança nacional de longo prazo.
Nikolas Ferreira (PL – MG)
Nikolas Ferreira (PL-MG) Foto: Montagem/ND MaisFenômeno eleitoral em 2022, Nikolas Ferreira é hoje o rosto mais reconhecido da direita jovem. Com apenas 29 anos, domina as redes sociais com estética de influenciador político, linguagem veloz e enorme capacidade de engajamento, atingindo milhões de pessoas diariamente. Sua base, majoritariamente jovem e evangélica, potencializa sua força interna no PL e sua presença em temas de costumes, família e educação.
Nikolas é frequentemente apontado como um dos nomes com maior potencial para disputar cargos majoritários, incluindo a prefeitura de Belo Horizonte ou o Senado. Para o diretor do Ranking dos Políticos, essa geração, da qual o deputado faz parte “domina o debate por saber usar as redes sociais e explicar temas complexos”, o que o coloca no centro do futuro da direita no Brasil.
Zé Trovão (PL – SC)
Zé Trovão (PL-SC)Foto: Mário Agra/ Câmara dos Deputados/ Reprodução/ NDFigura de grande apelo popular, Zé Trovão, de 37 anos, surgiu como liderança no movimento dos caminhoneiros e desde então consolidou forte identificação com bases conservadoras do Sul. Seus vídeos espontâneos, transmissões ao vivo e discurso inflamado têm grande alcance entre trabalhadores autônomos e grupos de direita mais combativa, dentro da ala considerada mais ‘raiz’ do Bolsonarismo.
Seu perfil popular é apontado como um ativo importante na formação do futuro da direita no Brasil, especialmente fora dos grandes centros. Foi um dos responsáveis, em 2025, por avanços na discussão da reforma administrativa, com a aprovação de um texto que sugere mudanças na máquina pública por um grupo de trabalho criado na Câmara dos Deputados.
Caroline de Toni (PL – SC)
Caroline de Toni (PL-SC).Foto: Roque de Sá/Agência SenadoCaroline de Toni se destaca como uma das principais vozes femininas da direita conservadora. Com forte atuação em pautas jurídicas, liberdade religiosa e costumes, ganhou influência significativa no Sul. Sua base organizada e atuação técnica ampliam seu peso interno no PL. Como liderança jovem, aos 39 anos, ganhou espaço e força no partido ao comandar, no ano passado, a comissão mais importante da Câmara dos Deputados, a de Constituição e Justiça, onde avançou no debate de temas contra o ativismo judicial e em favor da anistia.
Considerada um nome competitivo para o Senado em 2026, Carol de Toni fortalece a representatividade feminina no campo conservador e integra o núcleo de renovação que especialistas apontam como essencial para o futuro da direita no Brasil e consolidação da nova geração política.
Delegado Paulo Bilynskyj (PL – SP)
Paulo Bilynskyj (PL-SP)Foto: Reprodução/R7/NDBilynskyj hoje tem 38 anos e se tornou um dos maiores influenciadores da pauta de segurança pública no país, acumulando milhões de seguidores antes mesmo de chegar ao Congresso Nacional. Seu discurso focado em porte de armas, autodefesa e enfrentamento ao crime garante grande identificação com eleitorados urbanos e masculinos. Da chamada ‘bancada da bala’, que reúne policiais e militares na Câmara, Bilynskyj comanda atualmente a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, protagonista de grandes debates voltados para o controle da violência no país.
Com forte presença em São Paulo, é nome cotado para crescer ainda mais em 2026. Sua combinação de narrativa digital e expertise em segurança o coloca entre os atores decisivos da nova direita paulista.
Chris Tonietto (PL – RJ)
Chris Tonietto (PL-RJ)Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Reprodução/NDAdvogada e voz firme do conservadorismo moral, Chris Tonietto, de 34 anos, tem se tornado cada vez mais uma referência entre católicos e evangélicos em temas como defesa da vida, combate ao aborto e proteção da família. Seu eleitorado é orgânico, mobilizado e fortemente identificado com suas bandeiras.
Com grande projeção no Rio de Janeiro, mantém competitividade tanto para a reeleição como deputada federal quanto para disputas estaduais. Seu papel nas pautas de costumes a coloca como liderança feminina constante no debate da direita.
Ícaro de Valmir (PL – SE)
Ícaro de Valmir (PL-SE)Foto: Kayo Magalhaes/NDAos 24 anos, Ícaro de Valmir representa o rosto mais jovem da nova direita. Suas pautas focadas em juventude, segurança e políticas sociais conservadoras têm ressonância crescente em Sergipe. Seu capital digital está em expansão e o partido o trata como aposta para longo prazo.
Ícaro simboliza a oxigenação da direita em estados menores e tem potencial para se tornar liderança uma forte liderança regional à medida que consolida sua base e amplia presença nacional, segundo aposta o diretor do Ranking dos Políicos.
Julia Zanatta (PL – SC)
Deputada federal Julia ZanattaFoto: Câmara dos Deputados/Divulgação/ND MaisJulia Zanatta ganhou projeção combinando estética marcante, comunicação afiada e defesa firme de pautas de costumes, segurança e família. Sua presença nas redes aumenta ano a ano e a posiciona como influência relevante no Sul, especialmente entre eleitoras conservadoras.
Com 40 anos, integra a faixa etária descrita por analistas como a mais preparada para ocupar grandes espaços nos próximos ciclos. É frequentemente mencionada em articulações para o Senado ou para composições majoritárias, e por polêmicas envolvendo a ala mais radical da direita. Recentemente, participou da ocupação da Mesa Diretora da Câmara, ao lado de outros deputados do PL; e foi criticada por levar a filha, uma bebê de colo, para o plenário, no que muitos opositores classificaram como uma espécie de ‘blindagem’ para não ser retirada do local pela polícia legislativa.
Kim Kataguiri (União – SP)
Kim Kataguiri (União-SP)Foto: ND MaisCo-fundador do MBL, Kim Kataguiri , aos 29 anos, é um dos parlamentares mais conhecidos da centro-direita desde 2015. Sua postura crítica a governos de qualquer linha, somada ao domínio do debate econômico e institucional, o consolidou como voz independente do bolsonarismo. Juan Carlos resume: “Kim, assim como Marcel, fala doa a quem doer”.
Com presença nacional consolidada, Kim é nome recorrente em discussões sobre Senado, prefeitura de São Paulo e construção de novos polos da direita não bolsonarista, peça importante na pluralidade do futuro da direita no Brasil. Assim como Van Hattem, também se envolve em temas fiscais e polêmicos, e há pouco tempo questionou a indicação do AGU, Jorge Messias, o acusando de crime de responsabilidade, por envolvimento na chamada fraude do INSS. Também esteve sob os holofotes após se envolver num bate-boca com a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), por conta do licenciamento ambiental. Célia chamou Kim de “estrangeiro” e “reborn”, e Kim respondeu chamando a deputada de “pavão”.
Filipe Barros (PL-PR)
Presidente da Comissão de Relações Exteriores, Filipe Barros (PL-PR)Foto: Alan Santos / AI Filipe BarrosAos 34 anos, Filipe Barros é um dos nomes mais influentes da nova geração da direita no Congresso. Advogado e já em seu segundo mandato, ganhou projeção nacional ao assumir a liderança da Oposição, onde se destacou pela combinação de discurso combativo com forte domínio técnico, especialmente em pautas de garantias individuais, democracia digital e estrutura do Estado. Londrinense e articulado, consolidou-se como uma das vozes mais respeitadas da ala conservadora.
Hoje, preside a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, um dos postos mais estratégicos da Câmara, ampliando sua exposição pública e sua inserção na agenda internacional. A atuação firme em temas sensíveis, somada à presença digital consistente, faz dele um dos nomes apontados por analistas como parte essencial do futuro da direita no Brasil e vai sair candidato ao Senado em 2026.