Após a localização nesta sexta-feira (16) do corpo da adolescente desaparecida desde novembro, em Itajaí, no Litoral Norte catarinense, a Polícia Civil investiga o pai da vítima como principal suspeito do feminicídio.
A jovem de 17 anos, possuía medida protetiva contra ele por estupro. O suspeito, condenado meses antes pelo mesmo crime, havia fugido para o Mato Grosso do Sul, onde foi preso em 18 de dezembro e conduzido a Santa Catarina.
Diante da acusação de estupro à própria filha, ele foi ouvido pela Polícia Civil. Após a constatação de contradições em seu depoimento, a polícia solicitou ainda em outubro, sua prisão temporária que foi aceita pela Justiça.
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Antes de ser preso, o homem fugiu do endereço onde residia em Caraá no Rio Grande do Sul, antes da chegada dos policiais. Após troca de informações entre as forças de segurança, ele foi encontrado no Mato Grosso do Sul, em uma ação conjunta das Polícias Civis sul mato-grossense e catarinense.
Pai teria matado a filha? Investigação apura verdadeira motivação para o crime
A informação sobre o paradeiro do corpo foi repassada pelo próprio suspeito, logo após sua prisão em Maracaju, no interior do Mato Grosso do Sul.
Apesar de ter se mudado para o Rio Grande do Sul, testemunhas afirmaram tê-lo visto em Itajaí em 30 de novembro, no dia do desaparecimento da vítima.
De acordo com a mãe da adolescente, a jovem teria saído de casa, no bairro Fazenda, sem celular ou qualquer outro meio de comunicação, levando apenas a roupa que vestia.
Segundo a investigação, uma coletiva de imprensa na segunda-feira (19) deve detalhar novos desdobramentos do caso em que o pai teria matado a filha, após acusação de estupro
A mãe relatou ainda que a filha permaneceu em casa com o irmão mais velho até cerca das 2h e não foi vista deixando o local. As autoridades acreditam que a motivação do crime pode estar ligada a condenação do suspeito por estupro.
A Polícia Civil segue investigando todas as circunstâncias que cercam a morte da adolescente, incluindo o local exato do crime, já que ainda não se sabe se o feminicídio ocorreu em Itajaí ou no Rio Grande do Sul. Outro ponto ainda a ser esclarecido, é a forma como a vítima foi assassinada.
Uma coletiva de imprensa marcada para segunda-feira (19) deve trazer novas informações, esclarecendo pontos ainda em aberto e detalhando os próximos passos da investigação.