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Com um desempenho abaixo da crítica, o Figueirense sucumbe em Concórdia

O atacante Kayke, do Figueirense, não finalizou a gol na derrota para o ConcórdiaFoto: Patrick Floriani/FFC/ND

A derrota do Figueirense para o Concórdia por 1 a 0, fora de casa, foi mais do que um resultado negativo: foi uma atuação constrangedora. Em mais de 100 minutos de jogo, contando os acréscimos, o Furacão conseguiu apenas três finalizações, nenhuma delas no alvo. Um dado que escancara a pobreza ofensiva de um time que até teve mais posse de bola, mas absolutamente nenhuma inspiração para transformar em perigo real.

O Figueirense foi um time espaçado, sem compactação e, principalmente, as jogadas não passavam pelo corredor central, e Jorginho, principal articulador da equipe, tocou pouquíssimo na bola. Mesmo com as alterações promovidas por Waguinho Dias no segundo tempo, tendo dois meias em campo — Dudu e Jorginho — a equipe simplesmente não os utilizava. A bola circulava de um lado para o outro, sem repertório, sem infiltrações, sem qualquer mecanismo ofensivo capaz de incomodar o goleiro do Concórdia.

Jorginho, meia do Figueirense, foi pouco acionado na derrota contra o ConcórdiaJorginho, meia do Figueirense, foi pouco acionado na derrota contra o ConcórdiaFoto: Patrick Floriani/FFC/ND

Faltou intensidade, faltou aproximação, faltou atitude. O Figueirense involuiu. Não marcou alto, não pressionou, não competiu. Defensivamente, os erros foram decisivos e culminaram no gol único da partida. Douglas Bacelar e Anderson Conceição disputaram a mesma bola dentro da área, Léo Maia estava completamente enterrado no setor defensivo, e Felipe Augusto não acompanhou o lateral adversário, que teve liberdade para finalizar e marcar um golaço.

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No ataque, Silvinho errou tudo que tentou, Kayke Moreno teve uma atuação nula, sendo substituído e, Felipe Augusto foi inoperante apesar de ter tido duas finalizações. As entradas de Dudu e Igor Bolt até pesaram o time mais no ataque, mas sem poder de gerar qualquer reação do Furacão, sem ter chances claras de gol, apenas o gol bem anulado. Ou seja, não mereceu melhor sorte do que a derrota.

O mais impressionante é que o jogo era plenamente jogável, apesar de um gramado ruim, inclusive para buscar uma vitória que encaminharia a classificação. Em vez disso, o time sucumbiu. São três derrotas consecutivas, com uma clara involução no trabalho de Waguinho Dias, que foi demitido após uma atuação patética contra o Concórdia, ainda no gramado. E conhevanhamos, desde a decisão de poupar na terceira rodada, no jogo em Brusque, e na escalação no clássico contra o Avaí, de não querer “frustrar Jorginho”, Waguinho perdeu vestiário e não demonstrou trabalho para continuar no comando do Furacão.

Apesar do diretor executivo de Futebol do Figueirense indicar que busca um novo treinador, e que amanhã assume interinamente o auxiliar fixo do clube, o Henrique, acredito que não há tempo hábil, e nem de treinamento para outro profissional para domingo. Henrique conhece o grupo, está desde o ano passado e participou da pré-temporada, e deve estar na beira do gramado no jogo contra o Camboriú.

O Figueirense não depende só dele na última rodada

O lateral esquerdo, Arthur Henrique, teve uma atuação abaixo, na derrota para o ConcórdiaO lateral esquerdo, Arthur Henrique, teve uma atuação abaixo, na derrota para o ConcórdiaFoto: Patrick Floriani/FFC/ND

O Furacão vai para um domingo dramático, mergulhado no quadrangular da morte. Depois de começar o campeonato com 100% de aproveitamento, a situação é grave.

Matematicamente, só o Criciúma no grupo B está classificado. Mas Chapecoense joga em casa contra um fraco Joinville. Santa Catarina joga com já classificado Avaí, que deve poupar, por exemplo Zé Ricardo (pendurado com dois cartões amarelos). Barra joga em casa contra o já classificado Concórdia.

A rigor, em tese, a disputa é entre Figueirense e Barra, e hoje o time com estádio sede em Itajaí, tem um saldo de menos um e o Furacão com menos dois. Figueirense para classificar precisa vencer com diferença maior em um gol em relação ao Barra. Por exemplo, vencer o Camboriú por 2 a 0 e o Barra vencer o Concórdia por 1 a 0, e por aí vai.

Um domingo que o torcedor do Figueira não merecia viver, na forma tensa e melancólica que se avizinha. O quadrangular da morte, salvo uma revolução e os deuses do futebol não queiram, é o que se vislumbra pelo desempenho até aqui do time Alvinegro. Não dá para passar pano e iludir o torcedor.

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