O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) anunciou ter recebido, em dezembro, o diagnóstico de doença de Parkinson e confirmou que deixará a vida pública para priorizar o tratamento da saúde. A informação foi comunicada pelo parlamentar em entrevista ao site O Popular.
Ele ainda conta que, desde a confirmação do diagnóstico, sua atenção está voltada ao acompanhamento médico e ao tratamento para controlar a progressão da doença. Para ele, a política perdeu a prioridade no mesmo momento do diagnóstico e agora ira cuidar da saúde antes de qualquer outro projeto.
O parlamentar, que encerra em fevereiro seu mandato de 8 anos como senador, disse que ainda irá formalizar a comunicação ao seu partido, o PSB.
Kajuru em São Paulo
O partido vinha sondando Kajuru para concorrer em 2026 a uma cadeira na Câmara por São Paulo, o que, nos cálculos da legenda, poderia contribuir para a ampliação da bancada no Congresso. Kajuru reforçou que não pretende concorrer nem em São Paulo, nem no seu estado, Goiás.
Depois de expressar, em algumas oportunidades, antes mesmo do diagnóstico, um certo incômodo quanto a receptividade do povo goiano pela sua atuação no Parlamento, eram fortes as especulações da possibilidade do político concorrer por São Paulo.
Jorge Kajuru é um jornalista esportivo, radialista e apresentador de TV que migrou, em 2017 para a política. Até fevereiro de 2027 é senador por Goiás. O comunicador teve a trajetória profissional marcada pela atuação no jornalismo esportivo, na política ficou conhecido pela forma incisiva como sempre conduziu o debate político.
É filiado hoje ao PSB, mas passou por diferentes siglas ao longo da carreira: sua primeira filiação foi ao PPS, depois PSB, PSOL, mas, quando se elegeu vereador de Goiânia (legislatura 2017–2019), e, em 2018, quando conquistou uma das cadeiras de senador por Goiás, estava no PRP, que depois foi incorporado ao Patriota. Após isso, teve passagem pelo Cidadania e depois formalizou a filiação ao Podemos. Em 2023 voltou ao PSB.
Na eleição para o Senado, em 2018, participava de uma agremiação de direita, mas, durante a última legislatura, acabou voltando ao PSB, legenda da centro-esquerda, integrante da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A assessoria do senador confirmou que ele tem seguido as orientações médicas e feito um acompanhamento contínuo.


