O ministro Marco Buzzi, natural de Timbó, no Vale do Itajaí, foi acusado de ter cometido assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Herman Benjamin, recebeu o relato nesta terça-feira (3).
Benjamin foi informado do caso por um grupo de ministras do tribunal. A mãe da jovem, que é advogada, procurou ministros do STJ em Brasília para relatar o episódio.
A informação foi publicada em 1ª mão pela Veja e confirmada pelo Estadão Conteúdo. O crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú. A filha do casal, que chamava o ministro de tio, relatou que Buzzi tentou agarra-la à força.
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Acompanhada dos pais, a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia. Na manhã desta quarta (4), a família prestou depoimento ao corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Mauro Campbell, que também integra o STJ. Em nota, o CNJ informou que o caso tramita em sigilo.
A intenção é “preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”.
Quem é Marco Buzzi, ministro de SC, acusado de assédio sexual contra jovem em praia
Ministro Marco Buzzi atua no Superior Tribunal de JustiçaFoto: Sérgio Amaral/STJ/ND MaisO ministro Marco Buzzi nasceu em Timbó em quatro de fevereiro de 1958 e se formou em Direito pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí) em 1980, com mestrado pela mesma instituição em 2001. Ele é especialista em Direito do Consumidor pela Universidade de Coimbra, em Portugal.
Em 1982, Marco foi aprovado no concurso para ingresso na magistratura catarinense e em 2002, foi promovido a desembargador do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).
Em 2011, foi nomeado ministro do STJ pela ex-presidente Dilma Roussef, em vaga destinada a membro de Tribunal de Justiça estadual.
O que diz o ministro Marco Buzzi
Procurado, Buzzi divulgou nota por meio da assessoria de imprensa do STJ. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz.
Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória. A família também foi orientada a procurar o STF (Supremo Tribunal Federal), foro para processar e julgar criminalmente ministros de cortes superiores.
*Com informações do Estadão Conteúdo.