A Polícia Federal entregou ao STF (Supremo Tribunal Federal) o aguardado laudo médico sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro (PL). O documento, solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, conclui que o ex-presidente apresenta um risco real de quedas, mas, por ora, descarta a necessidade de uma transferência hospitalar imediata.
De acordo com a perícia realizada pelos médicos da Polícia Federal, Bolsonaro não precisa ser internado, mas exige vigilância contínua. Os especialistas apontaram que a combinação de medicamentos usados pelo ex-presidente é o principal fator de alerta.
Laudo sobre a saúde de Bolsonaro cita medicamentos e riscos
O laudo detalha que o uso simultâneo de remédios para os sistemas nervoso e cardiovascular cria um “cenário farmacológico de risco”. Entre os efeitos colaterais observados estão:
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- Tontura e sedação;
- Lentidão psicomotora;
- Queda de pressão ao se levantar (hipotensão postural).
“O periciado apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco potencial de novos episódios de queda, necessitando de investigação diagnóstica”, afirma o documento.
Laudo médico aponta ‘risco real’ de novos incidentes por uso de remédios neurológicos e cardiovasculares; documento sugere vigilância contínua em vez de transferência hospitalarFoto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ND MaisPróximos passos na Justiça
Com o laudo em mãos, o destino de Bolsonaro agora depende da análise das partes envolvidas. O ministro Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo de cinco dias para que a defesa de Bolsonaro se manifeste sobre os resultados e a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresente seu parecer técnico.
A recomendação médica não sugere o ambiente hospitalar, mas reforça a necessidade de otimizar tratamentos e garantir o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar de especialistas. Sem essa “vigilância contínua”, os peritos alertam que o risco de novos acidentes domésticos é “real e atual”.