A eliminação do Avaí para o Camboriú, nas quartas de final do Campeonato Catarinense, vai além do resultado final e revela um problema claro de postura e leitura estratégica. O Leão entrou em campo defendendo uma vantagem mínima, mas abriu mão justamente daquilo que o sustentou durante a competição: intensidade, agressividade e jogo coletivo.
Com a vantagem do empate, o Avaí optou por uma atuação cautelosa, apostando na administração do resultado. Essa escolha transformou o jogo em um cenário perigoso, no qual qualquer erro poderia ser decisivo. Quando o Camboriú marcou, o plano ruiu e expôs a falta de preparo do time para reagir.
Um Avaí distante de sua identidade
Ao longo do campeonato, o Avaí se destacou por um modelo claro: linhas compactas, forte marcação, transições rápidas e exploração dos lados do campo. Contra o Camboriú, nada disso se sustentou. A equipe foi lenta na recomposição, previsível na construção ofensiva e pouco agressiva na disputa de espaço.
A ausência de intensidade permitiu que o Camboriú controlasse emocionalmente a partida. Mesmo sem maior posse de bola, o adversário foi mais objetivo, finalizou mais vezes e ocupou melhor os espaços, especialmente pelo corredor central.
Estratégia do Camboriú fez a diferença
Mérito evidente do Camboriú, que entendeu o jogo desde o início. Precisando vencer, a equipe assumiu riscos de forma calculada e foi recompensada. O técnico Laécio Aquino soube ajustar o time durante a partida, aumentando a presença ofensiva no segundo tempo e, após o gol, reorganizando a equipe para proteger a vantagem.
Enquanto o Avaí hesitava entre atacar e controlar o jogo, o Camboriú tinha um plano claro: pressionar quando necessário e defender com disciplina quando estava à frente no placar.
Escolhas e reações tardias
As decisões da comissão técnica do Avaí também pesaram. A equipe inicial apresentou limitações físicas e técnicas visíveis, e a manutenção do time no intervalo atrasou qualquer tentativa de mudança no cenário do jogo. Quando as alterações vieram, o Avaí já havia perdido profundidade ofensiva e presença pelos lados, tornando-se facilmente neutralizado.
Mesmo com maior posse de bola, o Leão pouco ameaçou. A circulação foi lenta, sem infiltrações consistentes, e as raras oportunidades criadas não refletiram a superioridade técnica esperada de um time que entrou como favorito.
Eliminação que deixa alerta
O resultado não pode ser tratado como um acidente isolado. O Avaí foi eliminado porque deixou de competir no nível exigido por um jogo decisivo. Confiou excessivamente no regulamento, subestimou o contexto da partida e não conseguiu se adaptar quando o cenário mudou.
Agora, resta ao clube reagir rapidamente e buscar a Taça ACESC como caminho para a Copa do Brasil de 2027. Mais do que pensar no próximo adversário, o Avaí precisa refletir sobre sua postura em jogos decisivos. A eliminação para o Camboriú deixa um alerta claro: favoritismo não substitui atitude nem competitividade.
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