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Moraes autoriza Silvinei Vasques a cursar doutorado EAD na prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (9) que Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), continue os estudos de doutorado enquanto permanece preso. A pós-graduação deverá ser concluída na modalidade de ensino a distância (EAD).

Na mesma decisão, Moraes determinou a manutenção da prisão preventiva de Silvinei Vasques no batalhão militar conhecido como Papudinha, localizado no Complexo da Papuda, em Brasília, onde ele está detido desde dezembro.

Pedido de transferência para Santa Catarina foi retirado

Em janeiro, a defesa do ex-diretor da PRF havia solicitado a transferência dele para um presídio em Santa Catarina, com o objetivo de aproximá-lo da família. O pedido, no entanto, foi retirado poucos dias depois.

Segundo os advogados, a desistência ocorreu após a constatação de que a unidade onde Silvinei está preso atende adequadamente às necessidades de saúde do réu.

“Após a efetiva instalação do requerente na unidade prisional conhecida como Papudinha, constatou-se que tais necessidades encontram-se plenamente atendidas, de modo que se revela desnecessária a sua remoção para o estado de Santa Catarina”, afirmaram os defensores.

Antes da retirada do pedido, Alexandre de Moraes chegou a determinar que as penitenciárias de São José e Florianópolis informassem sobre a viabilidade de receber o ex-diretor-geral da PRF.

Prisão após tentativa de fuga do país

Silvinei Vasques está preso preventivamente desde dezembro, após tentar fugir do Brasil. Ele rompeu a tornozeleira eletrônica e viajou de carro de Santa Catarina até o Paraguai.

No país vizinho, foi detido por autoridades de imigração ao tentar embarcar em um voo para El Salvador utilizando o passaporte de outra pessoa. No mesmo dia, ele foi entregue às autoridades brasileiras e retornou ao país por Foz do Iguaçu, no Paraná.

Condenação por participação em trama golpista

O ex-diretor-geral da PRF foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista investigada pelo STF. O caso segue sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.


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