O presidente nacional do PP (Progressistas), Ciro Nogueira começa recalcular a rota do partido para 2026. O primeiro movimento mais intenso da sigla é em São Paulo. Tudo indica que o PP pode deixar o governo Tarcísio.
A intenção é ter candidato próprio para fortalecer a sigla no Congresso Nacional. Ciro Nogueira percebeu cedo a necessidade de ter volume em Brasília para ganhar espaço. O movimento político de Ciro Nogueira, em São Paulo, pode se estender a outros estados.
Embora não seja público, é perceptível que a Federação União Progressista, que nasceu da junção de PP e União Brasil, exige que o Progressista cresça em 2026. Isso porque, seu coirmão, União, tem quatro governadores, enquanto o partido de Nogueira conta apenas com dois.
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No Senado, o PP tem sete parlamentares. Enquanto o União Brasil conta com cinco. Quando o assunto é a Câmara dos Deputados, o partido de Antônio Rueda tem 59 deputados federais, contra 50 do partido de Nogueira.
Presidente Nacional do PP que foi ministro de Jair Bolsonaro, busca espaço no cenário nacionalFoto: Geraldo Magela/Agência Senado/ND Mais (1)Ciro Nogueira quer ampliar número de representantes para 2026
Com risco de perder espaço no Congresso Nacional, o senador e presidente nacional do PP, articula mais espaço entre partidos de direita. Se conseguir demonstrar força no processo eleitoral de 2026, pode garantir mais espaço no próximo governo.
O desejo de Ciro Nogueira em ser vice na chapa presidencial da direita está mais distante, mas ainda não está descartada a possibilidade. Para isso, precisa de apoio e hoje, o principal personagem no jogo é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União).
Segundo informações da alta cúpula do União Progressistas, a decisão de indicar o vice-presidente de Flávio Bolsonaro depende de Caiado. Só tem um problema, em 2025, o governador e o senador trocaram farpas e isso não coloca Ciro Nogueira em posição confortável.
Aliás, o movimento que começa em São Paulo, pode ser uma estratégia e trazer resultados positivos aos nomes que vão concorrer pelo PP no ano que vem. Mas isso não garante decisão favorável a Ciro, na corrida pelo Planalto.