A Capital do Oeste catarinense ganhou uma versão inusitada e amarela nas redes sociais. Um vídeo que transforma Chapecó, no Oeste catarinense, em cenário do desenho “Os Simpsons” viralizou ao retratar situações, costumes e personagens típicos da cidade, usando inteligência artificial aliada a técnicas profissionais de roteiro, edição e narrativa audiovisual.
E se a Chapecó fosse um episódio de ‘Os Simpsons’?
A produção é assinada por Joel Zanette, profissional da área de audiovisual e comunicação, de 38 anos, que atua em diferentes frentes da criação de conteúdo. A ideia surgiu a partir de um convite de Jorge Mattos, da página Chapecó Mil Grau, conhecido por valorizar a identidade da cidade nas redes sociais.
Antes de Chapecó, Joel já havia produzido um vídeo no mesmo estilo sobre Coronel Freitas, sua cidade natal, para a CELF TV, uma rede de telas digitais DOOH.
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Ao ver o material, Jorge sugeriu adaptar o formato para Chapecó. O resultado foi um conteúdo pensado desde o início para gerar engajamento e alcançar grande circulação.
Assista a Capital do Oeste sendo um episódio de ‘Os Simpsons’Vídeo: Joel Zanette/ND Mais
Humor local como diferencial
Apesar de existirem outros vídeos semelhantes na internet, o criador destaca que o diferencial da produção está no uso de técnicas reais de roteiro, edição e narrativa audiovisual. “Não foi apenas um vídeo feito com IA. Ele foi planejado para virar um viral”, explicou Joel.
O conhecimento do cotidiano chapecoense foi essencial para construir piadas, referências e detalhes que gerassem identificação. Nos comentários, moradores sugeriram novas cenas e situações que “faltaram” e afirmaram que assistiriam ao desenho caso ele realmente existisse. “As pessoas gostam de se ver representadas. Foi um momento de conexão com quem mora aqui”, resumiu Joel.
E se a Capital do Oeste fosse um episódio de ‘Os Simpsons’ AssistaFoto: Joel Zanette/ND MaisTecnologia não substitui o conhecimento técnico
Atualmente, Joel atua em diferentes segmentos da comunicação e do marketing e vê na inteligência artificial uma ferramenta capaz de ampliar possibilidades criativas, especialmente para profissionais independentes.
Ainda assim, reforça que a tecnologia não substitui o conhecimento técnico. “O processo é o mesmo de sempre. Antes, o diretor mandava rodar a câmera; hoje, a gente ‘roda’ o prompt. Ele precisa ser bem escrito, testado e ajustado, como um roteiro”, explicou.
Depois da geração das imagens, entram etapas fundamentais como edição, ritmo narrativo e efeitos sonoros, todos decisivos para o resultado final.
Joel atua em diferentes segmentos da comunicação e do marketingFoto: Joel Zanette/ND MaisSensibilidade humana segue no centro
Segundo Joel, apesar da rápida evolução tecnológica, a sensibilidade humana continua sendo o principal elemento de conexão com o público. Para alcançar bons resultados com IA, é preciso entender fotografia, luz, movimento de câmera e linguagem audiovisual.
“A tecnologia muda toda semana, mas a intenção de cada cena e o olhar humano são insubstituíveis”, afirmou. Para ele, o vídeo dos Simpsons em Chapecó mostra que a inteligência artificial, quando bem utilizada, pode ir além do impacto visual e se tornar uma aliada na valorização da cultura local e das histórias da região.