Se você acha que a multa por excesso de velocidade é alta aqui no Brasil, é melhor pensar bem se for dirigir na Finlândia. Por lá, um empresário local recebeu uma multa de 121 mil euros, o equivalente a R$ 753.425, por ter ultrapassado o limite de velocidade em 32 km/h.
Anders Wiklöf foi flagrado a 82 km/h em um trecho onde o limite de velocidade era de apenas 50 km/h e recebeu uma punição pesada e exemplar: além dos 121 mil euros de multa, o empresário ainda ficou proibido de dirigir por 10 dias.
Depois de estabelecer o que pode ser muito bem um recorde na Europa como a multa mais cara da história ao volante, Wiklöf se mostrou arrependido por ter recebido a multa por excesso de velocidade: “Eu realmente me arrependo pelo ocorrido”, afirmou ele, citado pela AP News.
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Por que um valor tão alto na multa por excesso de velocidade?
Quanto ao valor astronômico da multa por excesso de velocidade, isso se deve ao fato de que na Finlândia essas infrações são calculadas com base na renda dos motoristas.
Ao jornal local Nya Aland, Wiklöf “lamentou toda a situação” pela multa por excesso de velocidade e confessou que espera ver o “dinheiro da multa usado em prol do sistema público de saúde”. No entanto, esta não é a primeira vez que o empresário finlandês virou notícia por pagar multas de trânsito altíssimas.
Segundo a AP News, em 2018, ele foi multado em 63.680 euros, o equivalente a R$ 396 mil e cinco anos antes já havia pago uma multa de aproximadamente 95 mil euros, equivalente a R$ 591 mil.
Mesmo com essas quantias enormes pagas em infrações, uma coisa é certa sobre as multas por excesso de velocidade na Finlândia. Esse sistema de punções não é apenas bastante popular naquele país nórdico, como também já foi cogitado por outros países.
Entenda como funciona o cálculo?
Esse sistema para tentar frear as infrações de trânsito é chamado de “Day-Fine” (Multa-Dia). O governo finlandês calcula o gasto diário livre do cidadão (baseado no salário líquido e dependentes) e aplica um multiplicador conforme a gravidade da infração.
Para um bilionário como Wiklöf, alguns quilômetros acima do limite podem custar o preço de um carro de luxo.