O soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, confessou ter esfaqueado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, na sexta-feira (5). O agressor e a vítima faziam parte do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas do Distrito Federal.
Tradicionalmente conhecido como Dragões da Independência, o regimento é responsável pela segurança da Presidência da República. A guarda atua em eventos oficiais, solenidades militares, recepções de chefes de Estado e proteção das instalações presidenciais, como o Palácio do Planalto e o Palácio da Alvorada.
O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas manifestou profundo pesar pela morte da cabo e destacou que sua trajetória na instituição foi marcada por “dedicação, profissionalismo e um compromisso exemplar com o serviço prestado na fanfarra”.
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“Dragões da Independência” são uma das mais antigas e prestigiosas cavalarias do ExércitoFoto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO feminicídio ocorreu dentro do quartel, no Setor Militar Urbano, em Brasília. O soldado que matou cabo desferiu uma facada profunda no pescoço. Em seguida, ateou fogo no local para dificultar o trabalho da perícia.
Justiça Militar decreta prisão preventiva de soldado que matou cabo em quartel
O juiz federal da Justiça Militar da União, Frederico Magno De Melo Veras, converteu em preventiva a prisão de Kelvin Barros da Silva no sábado (6). Além do feminicídio, ele deve responder pelos crimes de incêndio, furto de arma de fogo e fraude processual.
A cabo Maria de Lourdes, musicista do Exército e saxofonista da fanfarra, tinha somente cinco meses de serviço. Preso em flagrante em casa, o suspeito alegou que o feminicídio foi motivado por “cobranças” da vítima, que supostamente exigia que ele encerrasse o relacionamento com a namorada.
A cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, tinha apenas cinco meses de serviçoFoto: Reprodução/Redes Sociais/ND MaisO soldado que matou cabo afirmou aos investigadores que Maria de Lourdes teria sacado a arma de fogo. Ele alega que conseguiu desviar a pistola e tomou a faca militar que estava na cintura da colega.
A família da vítima, porém, contesta essa versão. Segundo o STM (Superior Tribunal Militar), testemunhas disseram que não havia nenhum tipo de relacionamento entre os dois e que o soldado que matou cabo mantinha uma relação estável com a namorada.