Um dos líderes da facção PGC (Primeiro Grupo Catarinense) em Santa Catarina foi preso pela Polícia Federal e pela Polícia Paraguaia no domingo (14), na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A prisão de Maykon de Souza, de 39 anos, conhecido como “Maico Gordo” ou “Marcolinha”, ocorreu após uma perseguição policial que terminou em troca de tiros.
Um vídeo divulgado pelo Cidade Alerta SC mostra os momentos que antecederam a prisão do líder do PGC. Maico gordo teria tentado fugir de carro e, durante a perseguição, houve uma intensa troca de tiros, filmada por moradores do município.
Líder do PGC em SC foi encontrado vivendo escondido no ParaguaiVídeo: ABC Digital/Reprodução/ND Mais
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Após ser capturado, “Marcolinha” foi levado ao Posto de Controle Migratório da Ponte da Amizade, em Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu (PR).
A prisão de Maykon faz parte de uma série de capturas de catarinenses foragidos realizadas na última semana. Além do líder do PGC na Grande Florianópolis, a Polícia Federal também prendeu foragidos em Portugal e na Argentina.
Quem é Maykon de Souza, o “Maico Gordo” ou “Marcolinha”, do PGC
Conforme informações policiais repassadas com exclusividade ao ND Mais, Maykon é considerado um “peixe grande” do tráfico, conhecido por chefiar o tráfico de drogas no Morro do Havaí, em São José e em Garopaba, na Grande Florianópolis.
Natural de Florianópolis, ele estava na lista de procurados da Interpol desde 25 de novembro, mas estaria foragido no Paraguai a pelo menos 10 anos, de onde comandava o tráfico em Santa Catarina.
Maykon foi condenado a mais de 22 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico. No ano passado, a Polícia Civil realizou buscas na residência que ele possui em São José, mas ele não foi localizado. Segundo a Polícia Federal, o traficante foi encontrado no Paraguai, onde vivia com identidade falsa, após intensa troca de informações entre as forças de segurança dos dois países.
Conforme o jornal ABC Digital, do Paraguai, além de ser liderança do PGC, Maykon de Souza iniciou a trajetória criminosa no PCC (Primeiro Comando da Capital), principal rival do Primeiro Grupo Catarinense na Grande Florianópolis.