Ao escolher a melhor praia para aproveitar o descanso, é fundamental verificar se as condições da água são seguras. O site oficial do IMA/SC (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) é o canal oficial para acessar dados confiáveis que podem influenciar diretamente a sua programação.
A atenção aos pontos de coleta tornou-se ainda mais relevante após autoridades de saúde e o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) iniciarem investigações sobre possíveis surtos de viroses e doenças diarreicas agudas no estado. Durante a alta temporada de verão, muitos desses casos podem estar relacionados à qualidade da água do mar.
Passo a passo para verificar a balneabilidade das praias de Santa Catarina
Para descobrir a situação das praias, o usuário deve seguir estas etapas:
- Acesse o portal oficial: entre no endereço balneabilidade.ima.sc.gov.br.
- Entenda as cores: ao abrir o site, você verá o mapa de Santa Catarina com bandeiras coloridas: azul — local está próprio para banho; vermelha — ponto está impróprio.
- Busca por localidade: Se preferir buscar uma praia específica, é possível procurá-la no mapa ou no menu lateral na aba “Praias”.
- Filtre a pesquisa: Selecione o município e o balneário desejado. Ao clicar em “Ver no Mapa”, o sistema dará zoom no local exato. Vale lembrar que uma mesma praia pode ter vários pontos de coleta com resultados diferentes.
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Pesquisa pode ser feita por cidade e por praiaFoto: Reprodução/IMA/ND Mais
- Consulte o histórico: O site também permite visualizar o histórico de coletas de cada ponto para saber como a qualidade da água se comportou em datas anteriores.
Critérios para balneabilidade das praias
O principal critério para definir a balneabilidade é a presença da bactéria Escherichia coli, um indicador de contaminação fecal. De acordo com as normas técnicas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a água é considerada própria quando 80% ou mais das amostras das últimas cinco semanas apresentam, no máximo, 800 unidades de E. coli por 100 mililitros.
A condição de imprópria é registrada quando mais de 20% das amostras do período ultrapassam esse limite ou quando a última coleta isolada registra mais de 2.000 unidades da bactéria — o que indica risco imediato à saúde.
A exposição a águas contaminadas pode causar dermatites, conjuntivite e infecções gastrointestinais, sendo especialmente perigosa para crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.




